Dulcinéa Lopes Brauer
Nascida em 03/12/1950 em Carlos Chagas – MG, viúva do senhor Sahul Brauer também filho de Carlos Chagas.
Mãe de 2 filhos, e uma filha.
Veio para São Simão com seu esposo e seu filho mais velho e aqui chegaram em 29/11/1974, dia em que seu filho completava um ano de vida.
Vieram contratados pela Cemig, ele para trabalhar na usina (eletricitário) e ela para lecionar, pois já contava com 8 anos de atuação na Escola Estadual Dr. João Beraldo cidade de Carlos Chagas.
Enfrentou dificuldades para continuar lecionando, pois aqui chegando só existia o acampamento, não conseguiu secretária e desistiu da sua profissão, pois logo veio mais gravidezes. Voltou a lecionar quando sua filha mais nova já havia completado 6 anos.
Nesta ocasião já havia integrado um grupo de assistência fraterna e, para surpresa das companheiras, desistiu logo do trabalho remunerado, pois um vazio tomou conta do seu ser, ao se separar do grupo. Visitavam lares carentes e chegou um momento que a solução foi levar 2 idosos para seu próprio lar, onde nasceu a ideia de pedir ao prefeito da época o Sr. Salvador Jacinto um quarto de hospital emprestado, pois mais idosos estavam necessitando de cuidados e podia dividir a assistência com as companheiras da equipe. Tiveram todo apoio do senhor Salvador e lá eles ficaram sob sua assistência.
Na época, havia apenas um único médico para atender toda necessidade de saúde em São Simão; ele começou ficar nervoso com o trabalho que os idosos davam e com o entra e sai no hospital. Por essa razão, surgiu a ideia de pedir ao prefeito um lugar só para os idosos. Prontamente, como sempre, aprovou a ideia e propôs uma escola, onde já existia alguns moradores designados por ele.
Contudo, a distância entre a casa e o centro da cidade era muito grande para os idosos. Cedeu, assim, como comodato, parte do hospital, hoje a fundação hospitalar, onde inaugurou o Lar Espírita com 6 albergados, uma cozinheira e um enfermeiro. E cada dia aumentava a procura, quando chegou a 40 albergados.
Consequentemente, com o aumento das despesas, o retorno das promoções que fazia mensalmente era insuficiente. Ficaram conhecedoras da LBA que fornecia verbas e correram atrás, vieram visitar e disseram que a casa não encaixava nos seus requisitos, pois era só um banheiro para 40 albergados, mistura de idosos com deficientes físicos e mentais.
Era necessária uma grande reforma da casa, para isso era necessário verba, nesta época foi empossado o senhor José Márcio (Marcinho) que arregaçou suas mangas e junto ao governador Iris Resende, tiveram a vinda de uma empreiteira que construiu a atual casa dos idosos. O trabalho de assistência fraterna continuava e sentiram uma grande necessidade de estender maior assistência aos moradores da Vila Bela e em Janeiro de 1994 iniciaram a sopa fraterna, a qual sempre tendo apoio da municipalidade, cada dia cresce mais em sua estrutura física, dando a oportunidade de trabalhar pela evangelização de crianças, jovens e adultos. São várias as mulheres que atuam nesta causa como um instrumento: um lápis pequeno nas mãos de Deus. Uma gota de água no meio do oceano, mais que sem esta gota a nossa São Simão seria menor.
“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota”
Palavras de Madre Teresa de Calcutá